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Eficiencia, entendida aqui entre nós como menos desperdícios.

Convivemos com um desperdício incompreensível para um País onde muitas pessoas vivem em situação de risco. Dentre eles, meu foco é a melhoria de desempenho das redes de infra-estrutura urbana. Sòmente na área do Saneamento Básico, que se considera a rede de água, esgoto, drenagem e a coleta e tratamento do lixo, melhorias na qualidade de vida que se estima em R$1 Bilhão/ano foi registrada pela FGV-Fundação GetúlioVargas e Instituto Tatra ( julho, 2010), além de evitar a morte de mais de 1.000 pessoas. A rede de vias públicas insuficientes e com manutenção precária, afeta o sistema de transportes de materiais e de pessoas, com congestionamentos, poluição, desperdício de energia e principalmente consumindo o tempo das pessoas que poderia ser dedicado à sua melhoria de qualidade de vida.

Eficiencia, entendida aqui entre nós como menos desperdícios.

Convivemos com um desperdício incompreensível para um País onde muitas pessoas vivem em situação de risco. Dentre eles, meu foco é a melhoria de desempenho das redes de infra-estrutura urbana. Sòmente na área do Saneamento Básico, que se considera a rede de água, esgoto, drenagem e a coleta e tratamento do lixo, melhorias na qualidade de vida que se estima em R$1 Bilhão/ano foi registrada pela FGV-Fundação GetúlioVargas e Instituto Tatra ( julho, 2010), além de evitar a morte de mais de 1.000 pessoas. A rede de vias públicas insuficientes e com manutenção precária, afeta o sistema de transportes de materiais e de pessoas, com congestionamentos, poluição, desperdício de energia e principalmente consumindo o tempo das pessoas que poderia ser dedicado à sua melhoria de qualidade de vida.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CARROS & PEDESTRES OU CARROS x PEDESTRES ?

CompatibiliZar as movimentações de carros e pedestres com as imobilidades de equipamentos instalados nas ruas. Saber compartilhar o espaço democraticamente.
Talvez os estudos academicos necessitem de uma revisão. Não a revisão comum que é a ortográfica, ou de paginação, mas uma revisão básica na qual se apoiam as pesquisas, e se justificam as proposições. A constatação "in situ" de medições, feitas com o cuidado de não generalizar à partir de amostras especificas.
Por exemplo, analisando-se a largura de ruas ( de alinhamento a alinhamento ) existem ruas com 6m,7m,7,50m, 9m, etc., Com que criterios elas foram definidas?
Para uma rua residencial pode-se adotar faixas de 3,0m, resultando daí 2 faixas ( 6,0m) e duas calçadas de pelo menos 1,80m de largura , resultando daí uma via publica com 9,60m de largura.
Para a largura da via publica de 9,60m, se somarmos os recuos de 5,0m de cada lado, teremos 19,60m de espaço entre as construções. Esse é o ponto de partida para as reflexões e proosições urbanas.

A largura de uma faixa de transito de veiculos pode ter 3,5m ou 3,0m ( e tem até menos de 2,50m), pode, segundo o que se conhece superficialmente, ser estabelecida de acordo com a "profundidade"da via ( isto é, o comprimento dela).
Vamos pensar sobre isso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CALÇADAS MAIS LARGAS, CALÇADAS PARA PEDESTRES

Esse título soa estranho. Pois bem, calçadas mais largas seria, como disse uma colega arquiteta, o indicio de "mais democracia" na cidade. Dá mais conforto e segurança para os pedestres, além de acomodar melhor os elementos urbanos, chamados de "mobiliário urbano" ( street furniture)como os postes diversos ( cet, bandeirantes,prefeitura, troleibus, etc.), orelhões,caixas de correio, árvores,floreiras,mesinhas e cadeiras, produtos comerciais, latão de lixo entre outros. A realidade é que o uso das calçadas não prioriza os pedestres. Em calçadas com menos de 1m de largura ( que existem, e muitas) postes ocupam o espaço do pedestre e este é obrigado a andar na faixa carroçavel ( exclusiva para veículos).
Calçadas para pedestres, priorizadamente para pedestres, deveria ser exigida por Lei. Algo assim: ...as calçadas devem priorizar a circulação LIVRE de pedestres, com uma faixa desimpedida de no mínimo 1,20m de largura, em rampa contínua, com inclinação máxima igual à da guia onde se localiza, no sentido longitudinal, e com inclinação transversal de no máximo 10%... .
Casos onde a via seja estreita demais para compotar calçadas e via carroçável, continua a prioridade do pedestre, isto é, ...onde não comportar calçadas e via carroçável, TODA a via será de uso de pedestres, permitindo-se o transito de veículos na velocidade máxima de 20km/h...
Enfim, priorizar o pedestre no uso das vias publicas, resultando daí inúmeras soluções COMPATIBILIZANDO VEICULOS E PEDESTRES.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PEDESTRES SEM CALÇADAS

No dia das CIDADES SEM CARROS algumas ruas foram bloqueadas ao trafego de veiculos e estao sendo utilizadas para promoção de eventos de conscientização da necessidade de reduzir o numero de viagens de automovel nas cidades. Correto, precisamos reduzir a poluição do ar, precisamos reduzir o consumo de combustiveis fósseis, precisamos reduzir os congestionamentos de carros nas vias publicas.
Mas, nesse dia de deixar os carros na garagem, as pessoas precisam de alternativas para ir ao trabalho, escola e outras atividades. Quem tem horario definido, como as pessoas que trabalham num determinado endereço e lá permanecem ( até mesmo para o almoço no refeitorio da empresa) pela jornada diaria de 8 horas, pode tranquilamente ( nem tanto, diriam os usuários de coletivos) ir-e-vir de onibus ou peruas. Idem para os estudantes e viagens similares de endereço unico.
Os que necessitam de passar por mais de um endereço no dia, às vezes 3 ou 4, como por exemplo quem vai a um curso de 2 horas, depois a uma clinica, depois a um cartório e depois ao banco, já complica cumprir esse roteiro de onibus. Ou o caso de um professor ou medico com dois a tres locais de trabalho. Ou de uma dona de casa que vai cumprir um roteiro de saude ( consulta do filho), educação ( curso de ingles da filha), abastecimento ( supermercado)e manutenção ( mecânico do carro), já encontra dificuldades ou impossibilidade de cumprir o programa.
Agora, muitas pessoas simplesmente não tem carro, utilizam os onibus e metros, trens e vans, etc. e cumprem parte da viagem à pé. Muitas pessoas fazem viagens à pé, seja pela distancia de cerca de 500m ( é relativo, mas pode-se considerar uma distancia que dispensaria condução) ser melhor caminhar, ou então ( e isso acontece para muitos) para economizar, deixam ( ou deixavam, agora com a validade do bilhete unico) de tomar um trecho de coletivo.
De qualquer forma, sem a necessidade de economizar em condução, graças ao bilhete unico, o usuario dos onibus sempre começam e terminam suas viagens à pé. E o que vemos como infra-estrutura para pedestres é simplesmente ineficientes, com calçadas sem pavimento, com buracos, inclinadas, estreitas e em alguns casos, disputando espaço com os postes e levando o pedestre a caminhar na pista de rolamento, sujeita a atropelamentos.
Precisamos pois melhorar nossas calçadas e dar mais qualidade de mobilidade aos que caminham, seja para sua maior segurança, seja para dar condições de praticar o habito saudavel de caminhar.
E isso requer uma postura, uma vontade politica, uma diretriz urbana, uma legislação mais realista do que a existente - sem querer criticá-la, mas observando-se a sua ineficiencia.
Quem sabe, começar com : CALÇADAS MAIS LARGAS E MENOS ESTACIONAMENTOS NAS RUAS.

sábado, 19 de setembro de 2009

TEMPO DE VIAGEM - NA PRÁTICA, HOJE, AGORA!!

Interessante fonte primária de dados para os estudiosos.
De vez em quando é preciso olhar o mundo para além dos muros das universidades e sair "para a vida", para o campo. "in situ" e obter os dados com suor e todas as poluições ambientais do nosso meio urbano, enfrentando suas deficiencias.
Outras medições devem ser feitas, em especial no tal meio urbano residencial, que muito de desenha, mais ainda se escreve, mas pouco de poeira é coletada, botas sujadas na lama, e permanecer na periferia por uma centena de horas CONTÍNUAS!!! Viver esse meio urbano, que em fotos até fica interessante...
Mas vejam só! Pedestre ciclista é o mais rápido...
Vamos ao texto do jornal ferroviário de 19-09-2009.


Trem e metrô perdem para pedestre no Desafio

17/09/2009 - G1


Os organizadores do 4º Desafio Intermodal, realizado nesta noite de quinta-feira (17) em São Paulo, afirmam que novamente as bicicletas foram o meio de transporte mais rápido em um teste realizado entre a Zona Sul e o Centro.

A largada ocorreu às 18h na Praça General Gentil Falcão, no Brooklin. O objetivo era chegar o mais rápido possível, sem desrespeitar as regras de trânsito, até a sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá.

Vinte e dois minutos e 33 segundos depois da largada, um ciclista que utilizava uma bicicleta sem marchas foi o primeiro a chegar ao ponto de encontro. Na sequência, um motociclista cumpriu o trajeto com 25 minutos, seguido de um ciclista que trabalha com entrega de encomendas (bike courier). O terceiro colocado fez o trajeto em 25m30s.

Apenas em quarto lugar chegou o participante que optou por um helicóptero. O tempo de deslocamento até o heliponto e a espera de liberação do tráfego aéreo contribuíram para o desempenho do meio de transporte.

O quinto a chegar foi outro ciclista, mais experiente e que recorreu a avenidas de trânsito mais rápido. Ele precisou de 37 minutos. Em sexto, mais um ciclista, que utilizou vias alternativas, levando 38m20s. Em sétimo, foi um motoboy, que gastou 42m28s, mas dispendeu R$ 1,50 e emitiu 1,44 kg de gás carbônico.

Correndo, o primeiro pedestre a chegar levou 66m03s e ficou na nona posição. Quem cumpriu o trajeto de ônibus chego em 11º e precisou de 71m20s, mas foi mais rápido de quem utilizou o carro. O motorista foi apenas o 12º, com 82m.

O pedestre caminhando levou 92m e ficou à frente até mesmo de quem recorreu ao trem, à ponte orca e o metrô, que gastou 99m. A pior opção foi a integração ônibus e metrô, o penúltimo colocado, com 109m.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

SALARIO MINIMO PROFISSIONAL DE ARQUITETOS E ENGENHEIROS

Pois bem, é Lei. Mas, vários municipios não cumprem. Dizem ser inconstitucional. Mas, seja como for, a Lei existe. E se for inconstitucional, enquanto a L existir, é para ser cumprida. E isso deve ser uma premissa constitucional.
Não cabe a Prefeituras como a de Guarulhos, alegar o que for para não cumprir a Lei. Numa Ação Civil Publica movida pelo Sindicato dos Arquitetos, a Prefeitura de Guarulhos foi condenada a cumprir a Lei, prevendo-se multa diária. Mas......
Minha experiencia de vida com a Justiça do Trabalho me leva a crer que o que se ganhou na Primeira Instancia pode ser totalmente anulada na Segunda ( e ultima) Instância. Já vi esse filme mais de uma vez, e protagonizado por advogados de Sindicatos. Será que os advogados de Sindicatos têm o mesmo empenho dos Advogados independentes? Teria sido coincidencia eu ter perdido duas causas onde me senti INJUSTIÇADO pois realmente PERDI meu tempo e direitos de forma irrecorrivel. E os advogados, depois de um tempo, sairam ( ou foram demitidos) do Sindicato. Coincidencia?
Vamos esperar o desfecho desse caso do Minimo Profissional.
Com otimismo, mas MUITO VIGILANTE!!!!

sábado, 12 de setembro de 2009

PPP E POLITICOS

Cada vez mais entendo que devemos defender os PPPs. Em primeiro lugar, o PPP possibilita, apesar das circuntancias de corrupção em que vivemos, que se façam bons projetos antes de serem construidas. A razão disso é a necessidade de compatibilizar o prazo de 30 anos, portanto de durabilidade da obra, e em consequencia a sua baixa manutenção e durabilidade. Isso implica em conhecimentos, tecnologia, remetendo a profissionais competentes, valorizando a mão de obra especializada.
Em segundo lugar, também apesar das condições politicas em que vivemos, possibilita que as verbas publicas sejam somadas aos investimentos privados, e com isso trazendo, apesar da administração de desperdicios e favorecimentos, mais beneficios para a população, diminuindo o fosso do se precisa fazer e os recursos disponiveis.
Agora, o PPP poderá também envolver-se em desvios de dinheiro para os bolsos dos politicos, pois as empresas que participam de PPPs são as mesmas empreiteiras que se acostumaram a superfaturamentos e obras cheias de aditamentos.
Ainda assim, salvo melhor juizo, as PPPs são uma opção lucrativa para todos nós.