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Eficiencia, entendida aqui entre nós como menos desperdícios.

Convivemos com um desperdício incompreensível para um País onde muitas pessoas vivem em situação de risco. Dentre eles, meu foco é a melhoria de desempenho das redes de infra-estrutura urbana. Sòmente na área do Saneamento Básico, que se considera a rede de água, esgoto, drenagem e a coleta e tratamento do lixo, melhorias na qualidade de vida que se estima em R$1 Bilhão/ano foi registrada pela FGV-Fundação GetúlioVargas e Instituto Tatra ( julho, 2010), além de evitar a morte de mais de 1.000 pessoas. A rede de vias públicas insuficientes e com manutenção precária, afeta o sistema de transportes de materiais e de pessoas, com congestionamentos, poluição, desperdício de energia e principalmente consumindo o tempo das pessoas que poderia ser dedicado à sua melhoria de qualidade de vida.

Eficiencia, entendida aqui entre nós como menos desperdícios.

Convivemos com um desperdício incompreensível para um País onde muitas pessoas vivem em situação de risco. Dentre eles, meu foco é a melhoria de desempenho das redes de infra-estrutura urbana. Sòmente na área do Saneamento Básico, que se considera a rede de água, esgoto, drenagem e a coleta e tratamento do lixo, melhorias na qualidade de vida que se estima em R$1 Bilhão/ano foi registrada pela FGV-Fundação GetúlioVargas e Instituto Tatra ( julho, 2010), além de evitar a morte de mais de 1.000 pessoas. A rede de vias públicas insuficientes e com manutenção precária, afeta o sistema de transportes de materiais e de pessoas, com congestionamentos, poluição, desperdício de energia e principalmente consumindo o tempo das pessoas que poderia ser dedicado à sua melhoria de qualidade de vida.
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domingo, 4 de outubro de 2009

CARROS X PEDESTRES

Uma relação muito importante a ser analisada nas cidades é a área ocupada por pavimentação e área de calçada. Essa relação é o que estamos procurando entender e eventualmente aplicar na readequação de uso da área pública. Aplicar primeiramente nas periferias metropolitanas, onde as vias publicas não estão pavimentadas; e na sequência, as vias residenciais já pavimentadas. As áreas comerciais provavelmente independem dessa análise e seriam motivo para outros estudos, do tipo calçadão, seja para uso exclusivo de pedestres ou de uso para pedestres e veiculos. Já existem estudos e intervenções interessantes como as de "traffic calming", assim como propostas mais ousadas como a de "ruas subterrâneas". ( Infra-estrutura urbana: ruas subterrâneas YOSHINAGA, Mário ano 4, vol. 9, abr. 2004, p. 095 ) . Na primeira, uma forma de tornar o tráfego de carros menos agressivo portanto em velocidades mais proximas da do pedestre, reduzindo os acidentes carro x carro e carro x pedestres; no segundo caso, uma separação radical com os carros circulando no sub-solo e acessando diretamente as garagens no sub-solo, e os pedestres ocupando inteiramente o nivel do chão, sem conflitos com carros transportadores de valores, etc., destinados principalmente a áreas de preservação histórica ( numa época, sem veiculos motorizados).
Uma via da periferia, com tipicos 10.50m de largura, poderia reduzir a pavimentação para o estritamente necessário, com duas mãos, de 6m, sendo o restante 4,50m destinados a calçadas de 2,00m e de 2,50m. Considerando-se uma solução ainda mais econômica - que seja talvez a mais adequada para a maior parte da periferia metropolitana - uma pavimentação de 3,50m ( um pouco maior nas curvaturas) e o restante de 7,00m em duas calçadas de 3,00m cada. Essa calçada teria uma faixa pavimentada em concreto, medindo 1,10m de largura acompanhando a guia, com a declividade da rua, e o restante deixando para cada morador ajardinar ou pavimentar com pavimento drenante ( perfurado). A calçada de 1,10m dá espaço para duas pessoas se cruzarem, considerando que em loteamentos com lotes de frente com 5,00m haverá várias entradas pavimentadas para carros onde as pessoas poderão se cruzar com mais espaço. A calçada de 1,10m está junto à guia para acompanhar a sua declividade ( a da rua)e será feita pelo Municipio fundida junto com a guia e sarjeta, evitando assim que as rampas dos carros comecem na guia rebaixada criando degraus aos pedestres.
Nessa faixa de 1,10m passará a rede de água potável a 50-100cm, e qualquer reparo na rede poderá ser feito com a quebra ( com corte com clipper ou makita) de uma faixa de calçada, sendo mais fácil e perfeita a sua reparação. Aproveitando as observações, em ruas com lotes com 5,00m de frente, predominantemente, as guias terão rebaixo contínuo ou solução tipo sarjetão. Em ruas mais criticas, com inclinação forte ( >15%)e lotes de frente com 5,00m, pode-se adotar um sarjetão contínuo, que servirá como parte da calçada. As captações de água pluvial, nesse caso, será feita com bocas de leão ( grelhas) no meio dos sarjetões.
Aceitamos criticas às essas observações e agradecemos às colaborações.

2 comentários:

  1. Ver ruas subterrâneas em www.vitruvius.com.br, procurando por Minha Cidade e o artigo mencionado.

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  2. Mário,

    Em detrimento do conforto (facilidade de acessar os locais) acho interessante termos sempre ruas de mão única. Aí os 6 metros que você reservou para as pistas comportariam o estacionamento em um dos lados, sem contar os ganhos em termos de redução de conflitos nos cruzamentos (2 aproximações em vez de 4).

    Díficil é fiscalizar e ter a aceitação dos moradores.

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